CRESCIMENTO DE REDES E CANAIS E PIRATARIA DE ÁGUA SUBTERRÂNEA EM VALES DE CABECEIRAS DE DRENAGEM: MODELAGEM NUMÉRICA TRIDIMENSIONAL
Item
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Título
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CRESCIMENTO DE REDES E CANAIS E PIRATARIA DE ÁGUA SUBTERRÂNEA EM VALES DE CABECEIRAS DE DRENAGEM: MODELAGEM NUMÉRICA TRIDIMENSIONAL
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lista de autores
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PAULO JORGE VASTIMAN DE LEAL
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Resumo
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A evoluçăo das redes de drenagem há muito vęm sendo investigada e modelada sob diversos focos. No presente trabalho a modelagem matemática dos fluxos de águas subterrâneas é utilizada para investigar como as mudanças ambientais ocorridas no passado geológico recente alteraram a dinâmica das redes de fluxos e como essas alteraçőes influenciaram o desenvolvimento da rede de canais local e seus processos geomorfológicos associados. A expansăo da rede de canais em nível regional também é investigada por meio de mapeamento comparativo de voçorocamentos. A partir da ampliaçăo do monitoramento hidrológico através de poços e piezômetros na Estaçăo Experimental da Bela Vista (EEBV) que compreende a área de estudo da análise local a pirataria de água subterrânea que vinha sendo proposta por Coelho Netto & Fernandes (1990) como mecanismo atuante entre as cabeceiras de drenagem da área estudada foi detectada entre duas cabeceiras pela interpolaçăo das cargas hidráulicas mensuradas em campo. Para entender como esse mecanismo atua nas demais cabeceiras e em outras condiçőes a modelagem matemática dos fluxos subterrâneos foi utilizada. O modelo conceitual foi construído a partir do conhecimento adquirido através das investigaçőes de longo prazo sobre a propagaçăo de voçorocamentos no médio vale do Rio Paraíba do Sul e a partir desses dados o modelo matemático foi alimentado. A modelagem matemática permitiu reconstruir e prever alguns cenários e analisar como os fluxos subterrâneos de água se comportam frente ŕs mudanças simuladas. Assim as relaçőes entre a rede de fluxos de águas subterrâneas e o desenvolvimento da rede de canais foram investigadas. O mapeamento dos voçorocamentos na bacia do rio Piracema possibilitou a comparaçăo com o mapeamento anterior feito por Cambra (1995) na mesma bacia e permitiu identificar como a rede de canais vem evoluindo. Os resultados da modelagem mostraram que quando o rio Piracema se encontrava suspenso no período de transiçăo Pleistoceno-Holoceno (Coelho Netto et al. 1994) a rede de fluxos acompanhou a topografia no anfiteatro da Bela Vista prevalecendo a convergęncia de fluxos dos divisores de águas para os eixos dos fundos de vale. Com o rebaixamento do nível de base no Holoceno inferior o anfiteatro da Bela Vista começa a perder fluxos para os vales vizinhos. Na cabeceira que concentrou mais fluxos o crescimento do canal foi simulado o que causou um aumento da área pirateada e dos gradientes hidráulicos. Novas simulaçőes foram feitas alterando a recarga para reproduzir a recarga adicional com origem na rede regional de fraturas. As quantias de recarga foram baseadas no tempo de atraso entre a recarga e o comportamento das cargas hidráulicas encontradas na bacia que é de 2 a 4 meses (Leal 2004 Rocha Leăo 2005 e Fonseca et al. 2006). Nessas simulaçőes a pirataria de água subterrânea no anfiteatro da Bela Vista foi observada a partir de uma recarga acumulada de 3 meses.
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Abstract
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Palavras Chave
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CARGAS HIDRÁULICAS
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MODELAGEM
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VOÇOROCAMENTOS
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Key Words
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Tipo
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DOUTORADO
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Universidade
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
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Data
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2009
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Páginas
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246
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Localização
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BIBLIOTECA UFRJ/PPGG
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Orientador
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ANA LUIZA COELHO NETTO
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Programa
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GEOGRAFIA
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Sigla Universidade
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UFRJ
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Área de Concentração
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Língua
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Português
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email
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