A Reinvençăo da Corporeidade: o cotejo entra a tradiçăo moderna e a tradiçăo indígena.
Item
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Título
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A Reinvençăo da Corporeidade: o cotejo entra a tradiçăo moderna e a tradiçăo indígena.
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lista de autores
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Elias Lopes de Lima
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Resumo
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Essa pesquisa objetiva precisar como a noçăo de corpo contribui para uma concepçăo de espaço explicitando a intrínseca relaçăo entre essas duas categorias do entendimento humano de modo que contribuamos para a reflexăo do anacronismo que tomou conta do pensamento moderno. Destacam-se assim como objetivos de um estudo geográfico a propósito do corpo: 1) refletir sobre as antinomias da tradiçăo cartesiana e suas implicaçőes para uma concepçăo de espaço reavaliando sua dupla legalidade segundo uma corporeidade física e uma corporeidade humana para enfim apontar para uma presumível multi-corporeidade 2) destacar o papel do sujeito no discurso geográfico posto a notoriedade com que o objeto vem sendo tratado por essa cięncia sem que incorramos para tanto numa inconciliável bipolarizaçăo 3) tratar um meio relacional marcado por uma pluralidade de perspectivas dotando a diferença de uma relevância fundamental na produçăo do espaço de onde se deduz que a experięncia corporal indígena compőe um formidável referencial de análise. 4) e por fim evidenciados os fundamentos do corpo e sua realidade espacial o retomaremos em meio a um conjunto de determinaçőes histórico-geográficas representaçőes simbólicas e relaçőes de poder sem que todavia percamos de vista o seu caráter emancipatório..Em muitos trabalhos geográficos o espaço assume equivocadamente o papel de agente restringindo as pessoas a meros espectadores como se vivessem enclausuradas e estáticas nos lugares e territórios inertes na paisagem tal como em uma fotografia – tais recortes espaciais assumindo a protagonizaçăo das açőes. Dizemos que o espaço se reproduz assim como os anos passam quando săo mais propriamente os seres humanos que agem no espaço e no tempo dando-lhes significados que se revertem ŕqueles como relaçőes. No afă de nos desvincularmos de um espaço inerte e inanimado dotamos de vida própria os objetos perdendo assim de vista o sujeito como se o espaço prescindisse de sua intervençăo. Reproduzimos assim o preceito cartesiano de um sujeito isolado do extenso e o princípio kantiano de um espaço a priori independente da sensibilidade e do entendimento. Curioso como mesmo o corpo parece destacado do sujeito ou mesmo daquilo que designamos por homem (o ser humano em geral). Há que se destacar o papel do sujeito nas análises geográficas e năo deixá-lo subentendido entre objetos e açőes porquanto que se tome o devido cuidado de năo restringir corpo e espaço como puras representaçőes de nossas relaçőes ou por outro lado limitar o espaço a um palco onde se desenrola a atividade do homem sem refletir que o mesmo palco tem vida como recorrentemente fazem muitos sociólogos historiadores antropólogos filósofos... Ŕ necessidade em se ater ao objeto da cięncia geográfica deve aliar-se ŕ necessidade de integrar de modo interdependente o sujeito no mesmo processo constitutivo sem que reiteremos pois uma inconciliável bipolarizaçăo. .Esse imbróglio nos impulsiona a lançar măo de uma noçăo que nem tanto se encerra por um horizonte empírico e sensível de mundo e tampouco subjaz a uma dimensăo reflexiva e contemplativa assim como também năo os anulam ao (con)fundi-los como advogam os postulados pós-modernos: a corporeidade dos corpos consiste num espaço que compreende corpos os mais variados se inter-relacionando numa promiscuidade que impossibilita a síntese de recortamentos espaciais compartimentados e precisos mas que todavia permite-nos contemplar imbricaçőes entre o orgânico e o inorgânico a idéia e a coisa o significado e o sentido abrindo-se assim para socialidades mais horizontalizadas e solidárias. A alteridade nesse sentido é um dado patente do espaço é o alimento sem o qual năo poderia se sustentar. Tais premissas văo subsidiar o redimensionamento de relaçőes que recaem sobre os corpos incapacitando-os e atenuando suas propriedades instrumentais temporais espaciais de maneira a arrefecer o poder (e portanto a resistęncia) que lhe é patente no ato de sua constituiçăo perceptiva. .Situamos o pensamento de Foucault em sua notável alusăo ŕ constituiçăo das subjetividades ŕ luz das relaçőes de poder no âmbito de uma racionalidade tipicamente moderna tendo Merleau-Ponty como ponto de partida e principal referęncia teórica por anteceder-se ao sistema de representaçőes sociais e portanto ŕs próprias relaçőes de poder para confrontá-los posteriormente com os saberes indígenas conhecimentos que sempre foram considerados como residuais pelo cientificismo moderno mas que sempre lhe foi constitutivo e por fim evidenciar o que Walter Mignolo chamou de pensamento liminar Enrique Leff de diálogo de saberes e Boaventura de Souza Santos de hermenęutica diatópica o que preferimos designar para melhor situar dentro de nossa proposta de transcorporeidade. .Esse trabalho consiste num exercício de constante confrontaçăo. Cotejamos métodos os mais diversificados entre si comparamos o corpo segundo áreas de conhecimento igualmente diferenciadas e confrontamos racionalidades e sobretudo concepçőes de corpo distintas e conflitantes. Năo para anulá-las perante o reconhecimento da outra mas principalmente para enriquecę-las mediante um reconhecimento mútuo e mais importante considerá-las como possibilidades de resignificaçăo de nossa relaçăo com o outro eis aqui por fim nosso objetivo primeiro. Nesse sentido a metodologia adotada consiste em interrogar as diferenças compará-las năo para extrair-lhes sínteses reducionistas mas para alçá-las a campos de possibilidades que se abrem ao mundo e que só o devenir histórico poderá confirmá-las. Assim temas tăo diferenciados como epistemologia ontologia poder técnica linguagem música dentre outros convergem para o entendimento do corpo como um ser simultaneamente espacial e temporal. Daí podermos contrastá-los a fim de extrair uma síntese sempre provisória para reafirmar o corpo como ponto de inflexăo do estado de adestramento e letargia promovido pelos circuitos de poder hegemônico. .É através de uma investigaçăo geográfica acerca do corpo que redundâncias ŕ parte é propriamente uma investigaçăo geográfica espacial (ęnfase necessária a fim de marcar essa ineręncia mútua) pode-se se năo definir e deliberar ao menos introduzir elementos necessários para o que se poderia chamar de uma teoria do sujeito em geografia. É nesse sentido que falamos numa reinvençăo da corporeidade.
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Abstract
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Palavras Chave
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CORPOREIDADE | ESPAÇO | MODERNIDADE | SOCIEDADES INDÍGENAS
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Key Words
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Tipo
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MESTRADO
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Universidade
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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
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Data
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2007
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Páginas
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121
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Localização
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BIG
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uri
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Orientador
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Ruy Moreira
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Programa
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GEOGRAFIA
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Sigla Universidade
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UFF
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Área de Concentração
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Língua
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Português
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email
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