O homem arcaico e a sacralização da terra: conjecturas geográficas e evocações filosóficas a propósito do documentário “Seo Chico, um retrato”, de José Rafael Mamigonian

Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro

Resumo


O artigo tenta avaliar o conteúdo geográfico em um documentário cinematográfico sobre as fortes mudanças que, a partir de 1960, se vêem produzindo na ocupação da Ilha de Santa Catarina. Seo Chico, a personagem central, representa o enorme esforço de permanência no padrão açoreano de subsistência através da pesca, de uma lavoura arcaica e de incipientes agro-indústrias tais como os alambiques de cachaça de cana-de-açúcar e moinhos de farinha de mandioca.
Basicamente a abordagem é um pretexto para focalizar a possível relação entre Ciência (Geografia) e Arte (Cinematografia) desde que a primeira visualiza o espaço através das “paisagens” e a segunda assenta na sucessão de “imagens”. Nesta difícil missão o autor recorre à Filosofia como mediadora nessa possível correlação.
A obstinação de Seo Chico em perseguir uma “permanência” num avançado processo de “mudanças” assume dimensões trágicas com o assassinato da personagem, fato que resulta, ao mesmo tempo, tanto na ampliação do valor geográfico, quanto no conteúdo estético do documentário.

Palavras-chave


Geografia; Cinema; Filosofia; Mudanças; Permanências; Geography; Cinema; Philosophy; Change; Permanence

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Geosul, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. eISSN 2177-5230

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