Mobilização comunitária e vigilância em saúde no controle dos Aedes e prevenção do dengue no distrito de Martinésia, Uberlândia (MG)
Resumo
Tradicionalmente, o dengue tem uma relação unidirecional com o
Aedes aegypti. Isso é uma verdade, até porque os índices de
notificações, mortes, recursos financeiros e investimentos em pesquisa
direcionados para esse vetor são significativos. Por outro lado, o Aedes
albopictus, vetor predominante em Martinésia (80%), parece que tem
ficado em segundo plano, no que se refere ao seu comportamento
bioecológico na natureza, bem como nos ambientes urbanizados, o que
permite uma série de consequências para a sociedade, principalmente em
epidemias, confundindo com outros arbovírus, o que pode comprometer a
saúde da coletividade. O controle e a mobilização partiram do CAP –
Conhecimentos, Atitudes e Procedimentos sobre a doença (modo de
transmissão, quadro clínico e tratamento), o vetor (hábitos e
criadouros) e medidas de promoção da saúde. Entendemos que a escola não
está apartada das demais relações socioambientais, que compõem os
diferentes territórios dos saberes e fazeres, dos sujeitos, que se deram
ao longo do tempo e em todos os lugares. Por isso, a ideia da promoção
da saúde se assenta na concepção “comunicação e saúde”, defendida pelo
linguista russo Mikhail Bakthin, que propõe o conceito de “polifonia”,
ou seja, a comunicação não deveria ser vista apenas como transmissão de
informações, mas sim como um processo de produção e ressignificação de
sentidos sociais.
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ISSN: 2236-3637