GESTÃO E DESCARTE DE RESÍDUOS ELETRÔNICOS EM BELO HORIZONTE: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Resumo
Os Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE)
apresentam uma das mais elevadas taxas de crescimento do mundo. Diante
disso, torna-se imperativo que os seguintes questionamentos sejam
feitos: Que destino será dado a esses equipamentos após o fim de sua
vida útil? Os consumidores sabem o que estão descartando ao se
desfazerem de um equipamento eletroeletrônico? Quais as motivações para o
descarte desses equipamentos? As ações desenvolvidas por instituições
no sentido de minimizar os problemas decorrentes do descarte incorreto
do lixo eletrônico são conhecidas pela comunidade? Na tentativa de
responder a essas questões, o presente trabalho procurou captar, por
meio de questionários, a percepção da população de Belo Horizonte quanto
ao descarte do lixo eletrônico de suas residências. Os resultados
apontaram que a maioria dos entrevistados não conhecia locais aptos na
cidade a receber seu lixo eletrônico. Essa proporção é preocupante, uma
vez que 85% dos inquiridos declararam possuir 11 anos ou mais de
estudos, o que implica, a priori, maior acesso a todo tipo de
informação. Esse fato se reflete nos dois principais destinos dados aos
resíduos de equipamentos eletroeletrônicos no município, onde 36% dos
entrevistados doam os EEE que não os satisfazem mais, transferindo a
responsabilidade do descarte para outra pessoa, geralmente de menor
poder aquisitivo, e 34% afirmaram ser o lixo comum o único destino dos
aparelhos sem utilidade de suas residências.
Palavras-chave
lixo eletrônico; resíduos sólidos urbanos; Belo Horizonte
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