O conceito de território sofreu uma evolução com a Geografia
Crítica, mas sem explorar todas as possibilidades de sua abordagem. O
pensamento libertário, preenchendo lacunas da Geografia contemporânea,
erige-se como uma corrente teórica capaz de pensar questões como
justiça, liberdade e igualdade no território, sem se esquivar à
tematização da autonomia e da autogestão. Este artigo objetiva discutir o
conceito de território segundo a concepção libertária como alternativa
às proposições dominantes na teoria geográfica. Usando-se da pesquisa
bibliográfica, apoia-se nas contribuições de quatro autores de
referência para o pensamento libertário, incluindo dois geógrafos.
Ressalta-se como resultado um território enquanto lócus de
produção permanente de indivíduos livres, integrados em seu meio e em
harmonia, mas dentro de outra Geografia, que venha a abordar questões
territoriais a partir de ideais esmaecidos nas principais correntes do
pensamento geográfico. Acredita-se, assim, que a concepção libertária
permitirá vislumbrar uma perspectiva inclusiva para o conceito de
território, ampliando e complementando seu rol de definições.
Biografia do Autor
Arthur Breno Sturmer, IFAL / UFSM
Doutorando em Geografia. Mestre em Desenv. Reg. e Meio
Ambiente; Especialista em Gestão Educacional e Mídias na Educação;
Especialista em Hist. e Geogr. Ambiental.
Benhur Pinos da Costa, UFSM
Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (1998), mestrado (2002) e doutorado (2008) em Geografia
pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente é professor
adjunto da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Departamento
de Geociências e no Programa de Pós-Graduação em Geografia e
Geociências. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Análise
Territorial, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura,
território, espaço urbano, identidade, homoerotismo e homossexualidade.