GEOGRAFIA CULTURAL NOS ANOS DE CHUMBO: A INFLUÊNCIA DA SANTA IGREJA E O PROTESTO MUSICAL A PARTIR DE 1964
Resumo
Este artigo é produto de uma pesquisa que reflete sobre o período
militar brasileiro, a ditadura militar, e o papel da igreja neste
contexto, identificando a música como forma de expressão social deste
momento. A perspectiva de análise é a da geografia cultural destacando
as manifestações culturais espaciais da época, ou seja, a música popular
no Brasil e a possível relação da Igreja Católica no Golpe Militar que,
do dia para noite, fez pessoas dormirem “Janguistas” e acordarem
ditadores. Além de todo o referencial histórico, há a sustentação
geográfica com os seus conceitos, em especial espaço geográfico, que são
fundamentais para justificar os argumentos deste artigo. A história
trouxe uma síntese no sentido factual dos acontecimentos, mas para
estudar os fenômenos, que decorrem do tempo vivido, utilizou-se a
Geografia enfocando as relações entre sociedade de natureza mecânica e
política. Deste modo a história compõe uma estrutura de transformação
produtiva – reorganização social para o “milagre econômico” – e a
geografia estabelece normas de funcionalidade espacial, como nos traz
Milton Santos: processo, função, estrutura e forma. Dentre outros
aspectos, notou-se a música como forma de protesto entendida com voz da
subversão e das utopias sociais, assim como a igreja apresentou-se
contraditória em face de diferentes interesses. Também constatou-se que o
povo possui suas trilhas de expressão cultural, como através da música.
Assim canções legitimamente brasileiras evidenciaram a expressão de
indignação dos cidadãos amordaçados pelo extremismo ditatorial. Por fim,
a Geografia mostrou-se eficiente em visualizar as relações entre a
sociedade e a natureza pré-determinada nas transformações do “Milagre
Econômico”.
Palavras-chave
Geografia Cultural
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