DESENVOLVIMENTO LOCAL NO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DE MALHAS DE TRICOT DE IMBITUVA-PR
Resumo
O atual período histórico, que optamos chamar de globalização,
constantemente tem gerado novas formas de organização, reconfigurando a
ordem espacial de atividades econômicas no espaço geográfico. Os
territórios procuram se firmar em uma “lógica” competitiva. Portanto, as
transformações em curso, impulsionaram modelos que passam a ser
adotados pelos lugares como solução. Historicamente Imbituva tem
apresentado uma peculiar atividade econômica, que tem sido importante
para certo desenvolvimento local, na sustentabilidade de renda de muitas
famílias. Essa atividade é baseada na fabricação de peças de vestuário
baseadas em malhas de tricot. O número expressivo de malharias permite
uma análise geográfica da concentração de meios e fatores de produção,
híbrido de técnicas e normas, sob uma perspectiva da proximidade.
Institucionalmente essa concentração foi considerada pelo Instituto
Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) como sendo um
Arranjo Produtivo Local (APL). No entanto, os diversos problemas na
condução de políticas públicas no âmbito da concentração de Imbituva,
dificulta compreendermos apenas como um APL, mas como uma economia de
proximidade. Este artigo objetiva demonstrar as dificuldades ocorridas
na constituição dessa formação, avaliando a experiência imbituvense,
identificando processos competitivos (fomento e “dinamismo”) e as
relações de cooperação no ramo das malhas em tricot. Ressaltamos que não
se trata de um estudo de administração institucional de empresas, mas
de uma análise geoeconômica do funcionamento do arranjo, que em 2009 era
composto por 38 malharias associadas junto à Imbitumalhas.
Palavras-chave
arranjo produtivo local; proximidade; cooperação; geografia
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