Método de avaliação quantitativa da formação de solos como ferramenta para o ensino da ciência do solo
Resumo
O entendimento dos fatores e processos de formação do solo, bem
como, a interpretação dos atributos resultantes da sua gênese
reveste-se, muitas vezes, em tarefa árdua tanto para o professor quanto
ao aluno. MARSHALL & HASEMAN (1942), sugeriram um método que se
baseia na determinação quantitativa de cada camada do perfil do solo,
utilizando um mineral resistente e imóvel, devendo este estar presente
na fração grosseira do solo (SUDOM & ARNOUD, 1971). Assim, a
referida metodologia permite a mensuração do desenvolvimento dos solos,
podendo ser utilizada como ferramenta no ensino da gênese dos solos
tropicais. Para tal, foram selecionados dois perfis de solo, sendo os
mesmos desenvolvidos de diferentes materiais de origem. Os solos
selecionados pertencem as seguintes classes: Argissolo Amarelo
(desenvolvido do Grupo Barreiras nos tabuleiros costeiros) e Latossolo
Vermelho (originado do produto de alteração de Charnoquitos e Enderbitos
pertencentes à Unidade Monte Verde, datando do Pré-Cambriano). Os
resultados demonstraram que nos solos de tabuleiro, as transformações
que ocasionam a formação de argilominerais são ínfimas e, a sílica,
proveniente do intemperismo dos mesmos sofre perdas laterais no perfil,
enquanto que no Latossolo Vermelho distrófico, o acréscimo no peso atual
da fração argila foi 45 vezes maior que no Argissolo Amarelo, sendo
atribuído a intemperização dos minerais primários e formação das
argilas. Portanto trata-se de um sistema mais aberto, sujeito a perdas
de bases e sílica pelas águas de drenagem, favorecendo a formação de
minerais secundários.
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