EFEITOS E PROCESSOS DE (DES)TERRITORIALIZAÇÃO NA IMPLANTAÇÃO DA UHE DE AIMORÉS (MG)
Resumo
O presente artigo objetiva elucidar os efeitos e processos de
desterritorialização que ocorreram com a implantação da usina
hidrelétrica de Aimorés na bacia do Rio Doce, em Minas Gerais. Em um
primeiro momento é feita toda a discussão teórica que embasa esta
pesquisa, e em seguida abordam-se as transformações socioespaciais que
incidiram sobre os municípios atingidos com base nas informações
divulgadas pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), além de
relatos de moradores deslocados compulsoriamente pelo empreendimento
para outras áreas. O procedimento metodológico adotado foi o
levantamento teórico de autores que trabalham tanto com a temática dos
Grandes Projetos de Investimento quanto os conceitos e abordagens de
território e desterritorialização, para compreender a relação intrínseca
que estes possuem. Foram analisadas, também, as notícias divulgadas
pelo MAB em ordem cronológica de acontecimentos, para compreender a luta
dos atingidos por melhores condições de reassentamento. Posteriormente,
focou-se na análise do empreendimento hidrelétrico, seu histórico de
concessão até o momento atual, tendo sido realizado um breve histórico
da constituição da usina. Por fim, foram apontadas observações
importantes acerca dos processos de desterritorialização que ocorreram
com os moradores da região, principalmente dos três municípios
atingidos, desterritorialização esta que ultrapassa a questão tão
somente físico-territorial, chegando aos territórios simbólico-afetivos
que permeiam a sociedade.
Palavras-chave
Desterritorialização; grandes projetos de investimento; Usina de Aimorés.
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