Quando um muro separa e nenhuma ponte une
Resumo
O objetivo deste texto é mostrar como a casa-grande, centro da
organização social do Brasil patriarcal (Freyre, 1936), repercutiu na
configuração atual da cidade brasileira. Amparada no conceito de
identificação (Freud, 1973), busca-se fazer ver como e por que a
sociedade brasileira reproduz, exaustivamente, e com isso ratifica um
modelo espacial essencialmente privado – cuja manifestação recente são
os shopping centers e os condomínios fechados –, claramente excludente,
segregador como poucos, no ambiente construído que cotidianamente
edifica. Trabalha-se com a hipótese de que, organizada em torno do
espaço privado, a cidade brasileira ainda não construiu o seu espaço
público porque esse tem sido o seu modo particular de segregar pessoas
social e etnicamente menosprezadas na sociedade brasileira, da colônia
aos nossos dias.
Palavras-chave
cidade brasileira; urbanismo; segregação; espaço público.
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PDFDOI: https://doi.org/10.1590/8805
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