“É a morte do Rio Tocantins, eu sinto isso”: desterritorialização e perdas simbólicas em comunidades tradicionais atingidas pela hidrelétrica de Estreito, TO / “It’s the death of Tocantins River, I can feel it”: deterritorialization and symbolic losses in traditional communities affected by hydroelectric of Estreito, state of Tocantins
Resumo
Este artigo examina as perdas simbólicas e a desterritorialização
de populações tradicionais atingidas pela construção da usina
hidroelétrica de Estreito, no médio rio Tocantins, entre Maranhão e
Tocantins. O texto mostra as consequências do deslocamento, forçado por
obras de barragens, para uma parcela da população, sobretudo idosos,
quanto à perda da relação com o rio. Os sentimentos de apego ao lugar — a
topofilia — e as perdas simbólicas apreendidas do testemunho de
ribeirinhos, pescadores e extrativistas antigos na região deixam
entrever um impacto profundo na vida das pessoas que perderam o contato
com a natureza e seu entorno. Por fim, o trabalho enfoca a problemática
da compensação ambiental como perspectiva de mitigar a violência
psicossocial decorrente do deslocamento forçado para populações
tradicionais remanejadas em assentamentos rurais
Palavras-chave
impactos simbólicos; barragens; desterritorialização; ribeirinhos.
Texto completo:
PDFDOI: http://dx.doi.org/10.14393/SN-v29n1-2017-3
Revista Sociedade & Natureza. ISSN:1982-4513
As submissões são recebidas em regime de fluxo contínuo. Informações sobre o modo de submissão e da revista na seção SOBRE.
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Indexado em:
Enviar artigo via e-mail