UNIDADES DE PAISAGEM DA BACIA DO RIO JEQUITINHONHA, EM MINAS GERAIS: SUBSÍDIOS PARA A GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS
Resumo
A análise de aspectos fisiográficos, bióticos e antrópicos das
bacias hidrográficas deve oferecer subsídios efetivos para o processo de
determinação de pontos de maiores e menores restrições hídricas,
limites de possíveis irreversibilidades e indicação regionalizada de
alternativas de manejo. Nesse contexto, é preciso desenvolver e testar
instrumentos destinados à identificação da interação entre o processo de
apropriação humana do território e a base natural, em compartimentos
espaciais internos às bacias. O presente texto se atém aos aspectos
naturais, procurando avaliar a possibilidade de aplicação da abordagem
paisagística à gestão de recursos hídricos . A parte mineira da bacia do
rio Jequitinhonha foi tomada como estudo de caso. Verifica-se que a
região mais heterogênea da bacia abrange a margem esquerda do rio
Jequitinhonha, das cabeceiras até a sub-bacia do rio Salinas, onde
ocorrem todos os tipos de litologia e feições morfológicas, vegetação e
solos presentes na totalidade da área de estudo. Na margem direita do
mesmo rio, incorporando a quase totalidade da sub-bacia do rio Araçuaí,
predominam amplas chapadas capeadas por sedimentos cenozóicos, vegetação
de cerrado e manchas de floresta estacional. No Médio Jequitinhonha,
estendendo-se do município de Araçuaí até o extremo jusante da área de
estudo, em ambas as margens, predominam as rochas graníticas e
gnáissicas, maciços estruturais e intrusões em forma de pontões,
vegetação de caatinga no setor oeste e florestas estacionais no setor
leste. O relevo fortemente ondulado e os solos muito susceptíveis à
erosão são características presentes em todas as unidades de paisagem.
Palavras-chave
bacias hidrográficas; paisagens naturais; disponibilidade hídrica
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