Mobilidade espacial e ocupacional da força de trabalho na região de influência de Belo Horizonte

Carlos Lobo, Ricardo A. Garcia, Melissa G. de Godoy

Resumo


Em várias oportunidades a mobilidade espacial da força de trabalho tem sido considerada como um importante mecanismo de mobilidade sócio-ocupacional e depende, dentre outros fatores, da dinâmica conjuntural das atividades econômicas, do nível de oferta setorial de empregos, do grau de desenvolvimento da estrutura produtiva e das transformações estruturais na forma de organização da produção. A falta de oportunidades no mercado local induz o trabalhador a permanecer no seu trabalho atual, manter-se desempregado ou procurar emprego em outro lugar. A mobilidade laboral não é determinada apenas pelo custo de deslocamento, mas também da oferta de postos de trabalho. Este artigo teve como objetivo avaliar a mobilidade espacial e ocupacional da força de trabalho no mercado formal na Região de Influência de Belo Horizonte com base nos dados extraídos da Relação Anual de Informações Sociais de 1998 a 2007. Os resultados, de forma geral, indicaram um crescimento no volume de saída de trabalhadores da capital do estado, que se dirigiam preferencialmente para determinados centros regionais, como Montes Claros, Juiz de Fora e Varginha. Uma parte considerável da dessa força de trabalho que saiu de Belo Horizonte integra categorias que apresentou mobilidade ocupacional positiva, marcada pela ascendência vertical no nível mercado de trabalho.

Palavras-chave


Mobilidade Espacial e Ocupacional; Força de Trabalho; RAISMIGRA

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GEOgrafias: uma publicação do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia - IGC/UFMG