A REDE DE TELECOMUNICAÇÕES E O USO CORPORATIVO DO TERRITÓRIO: O CASO DA TELEFONIA E DAS FIBRAS ÓTICAS NO TERRITÓRIO PARANAENSE
Resumo
Neste artigo fazemos uma análise da rede de telefonia e de fibras
óticas no Estado do Paraná, no sentido de apresentar a assimetria
ocasionada pelo processo de privatização ocorrido em 1998. Neste caso, a
Telecomunicações do Paraná S/A – Telepar foi loteada às corporações,
apresentando, desde então, baixo nível de excelência estabelecido
normativamente através da Lei Geral de Telecomunicações. Em
contrapartida, a fibra ótica é regulada pela estatal Companhia
Paranaense de Energia Elétrica – Copel, empresa responsável também por
operar no ramo de energia elétrica, apresentando grande expansão nos
últimos anos, a fim de circular e acumular capital. A partir disso,
propomos analisar as desigualdades espaciais oriundas do uso corporativo
do território e não resolvidas pela legislação brasileira, a partir de
levantamento de dados secundários no site da Copel e da Anatel e
entrevista na Copel. Vemos com isso, que há negligência na regularização
da telefonia e o grande interesse em acumular capital a fim de
beneficiar a empresa, e não a sociedade.
Palavras-chave
rede; uso corporativo do território; telecomunicações; normas; privatização.
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