Degradação da Caatinga : uma investigação ecogeográfica / DEGRADATION OF CAATINGA: AN INVESTIGATION GEOGRAPHICAL ECOLOGY
Resumo
O domínio ecogeográfico da caatinga ocupa uma área de cerca de
750.000 Km² e engloba partes dos territórios pertencentes aos estados do
Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba,
Alagoas, Sergipe, Bahia e parte de Minas Gerais. Sua área corresponde a
54% da Região Nordeste e a 11% do território brasileiro e constitui o
chamado Polígono das Secas. A utilização da caatinga como pastagem
extensiva vem causando degradações fortes e por vezes irreversíveis
nesse ecossistema. Já são encontradas extensas áreas cuja vegetação já
se encontra muito empobrecida, tendo perdido a diversificação florística
que lhe é peculiar. Porém, quase sempre a regeneração não pode
acontecer por causa da pressão humana intensa e constante. Esta, uma vez
cessada, permitiria, a médio ou a longo prazo, que a vegetação se
reconstituísse. Para que isso fosse possível seria preciso levar em
conta os fatores ecogeográficos tais como: localização, tipos de solo,
rochas-mãe, índices pluviométricos e duração da estação seca. Do que foi
exposto sucintamente, pode-se concluir que as atividades antrópicas, em
especial a pecuária extensiva, contribuíram para alterações estruturais
da caatinga e que estas se refletem em seu polimorfismo, mas não são os
únicos fatores. Contudo esse foi o propósito desse trabalho de
apresentar uma visão ecogeográfica da caatinga submetida à atividade
humana, especial a pecuária, e as conseqüências impactantes para a
cobertura vegetal no semi-árido brasileiro.
Enviar artigo via e-mail