DOS SISTEMAS AMBIENTAIS AO SISTEMA FLUVIAL – UMA REVISÃO DE CONCEITOS
Resumo
Tentando consolidar as noções de totalidade, a geografia física
passa a utilizar a noção de sistemas dinâmicos, não lineares e de
comportamento caótico. Deste modo, a abordagem sistêmica/complexa
apresenta-se como meio de compreensão do mundo natural, assim
possibilitando a previsão de mudanças, avaliação dos sistemas
ambientais, distúrbios e limiares do sistema. Nota-se, assim, a
importância dos estudos processuais para o gerenciamento de recursos
hídricos, tornando imprescindíveis estudos sistêmicos que analisem os
diversos elementos importantes para a análise dos recursos hídricos,
dentre eles as questões processuais. Deste modo, a necessidade de se
trabalhar o gerenciamento integrado de recursos hídricos, enquadrado na
perspectiva sistêmica, solidificou a bacia hidrográfica e/ou bacia de
drenagem como recorte espacial sistêmico. Delimitada a área pode-se
compreender a bacia hidrográfica como um Sistema Fluvial, conceituado
por Schumm (1977), que é analisado a partir da zona fonte de sedimentos,
da rede de transporte e dos sítios de deposição. Esses elementos não
são espacialmente excludentes, interagindo entre si, além de apresentar
escalas diferenciadas. Para o estudo do sistema fluvial é necessário
levar em consideração quatro conceitos: uniformidade dos processos,
limiares de mudança, evolução da paisagem e respostas complexas.
Palavras-chave
Sistema Fluvial, Sistemas Ambientais, Gerenciamento de Bacia Hidrográfica.
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