DA URBANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO AO URBANISMO DA REQUALIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS CENTRAIS: A REPRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO COMO FRONTEIRA INTERNA DA EXPANSÃO CAPITALISTA
Resumo
As cidades brasileiras, entre 1950 e 1980, apesar de ficarem à margem do processo de gentrificação, não ficaram isentas de participação na reprodução do capital em escala internacional. A forma de inserção do território brasileiro no universo dos negócios altamente rentáveis se deu a partir de dispositivos típicos de um país de economia periférica e com um território, do ponto de vista da circulação capitalista, ainda por desbravar. Enquanto no centro da economia capitalista o espaço urbano, já consolidado por toda extensão territorial, atendia aos imperativos da valorização por meio da “requalificação” de áreas centrais no interior das cidades, no Brasil novas periferias eram inseridas recorrentemente no universo da circulação de valores a partir da urbanização do território. É somente na década de 1990, com a falência de um Estado protodesenvolvimentista, que a capacidade de expansão territorial da fronteira urbana se arrefeceu. É nessa nova fase que as grandes metrópoles brasileiras vão conhecer a revalorização dos terrenos centrais como parte da estratégia de reprodução do capital.
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