IDENTIFICAÇÃO DE ÁREAS RELEVANTES PARA CONSERVAÇÃO COM BASE EM INDICADORES BIOLÓGICOS: SUBSÍDIO AO ZONEAMENTO DE DOIS PARQUES NACIONAIS NO CERRADO BRASILEIRO
Resumo
A identificação de zonas de manejo de uma unidade de conservação é
uma peça-chave para o sucesso de sua gestão. Esse zoneamento, proposto
no plano de manejo, baseia-se nos atributos dos ecossistemas inseridos
nos limites e entorno da unidade de conservação. No entanto, a
proposição de zonas geralmente é um processo mais empírico que técnico.
Isso ocorre devido à carência de ferramentas capazes de unir atributos
ambientais e valores biológicos dispersos na paisagem. Aqui é
apresentada uma ferramenta de análise que identifica regiões de
diferentes graus de relevância biológica com base no cruzamento de
camadas de informação espacial (declividade, altimetria, classes de
vegetação), com um índice denominado Valor de Importância Biológica
(VIB) produzido pela riqueza e grau de ameaça da fauna em diferentes
pontos amostrais. Os registros pontuais de fauna foram obtidos durante
uma Avaliação Ecológica Rápida dos Parques Nacionais da Serra da
Bodoquena e Chapada dos Guimarães para seu plano de manejo. A
importância das diferentes camadas de informação (biológica e espacial)
foi ponderada utilizando ferramentas de GIS. Este método representou
eficientemente as características da paisagem, ajudou a delimitar a zona
de amortecimento e indicou a relevância de cada fitofisionomia das
Unidades de Conservação na conservação da biodiversidade.
Palavras-chave
Zoneamento, Unidade de Conservação, Parque Nacional
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