REPRESENTAÇÕES, RISCOS E POTENCIALIDADES DE RIOS URBANOS: ANÁLISE DE UM (DES)CASO HISTÓRICO
Resumo
Entre os diversos tipos de ambientes e paisagens terrestres, os
rios urbanos são de longe os mais utilizados, ocupados, modificados,
degradados e subjugados. No contexto das cidades, hoje o principal
habitat humano, os rios possuem variadas formas de representação e
potencialidades, mas também de ameaças, vulnerabilidades e riscos para
os habitantes de suas áreas de influência. O principal objetivo deste
artigo é discutir os aspectos geográficos e históricos que explicam os
riscos e ameaças ligadas à ocupação e o uso dos rios urbanos, bem como
de suas potencialidades. Esses ambientes, normalmente, são negados pela
cidade já que se tornaram áreas desvalorizadas pela mesma sociedade que
os degradaram, os confinaram em canais de concreto, ou simplesmente os
ocultaram da paisagem, tornando-os subterrâneos e simples elementos do
sistema de drenagem urbana. Quanto aos métodos utilizados no artigo,
têm-se como principais referências a análise sistêmica e a abordagem
dialética. Como principais arcabouços teóricos dos estudos sobre rios
urbanos, têm-se os trabalhos de Saraiva (1999), Petts et al. (2002),
Costa (2006), Cunha (2003), Bethemont (1993), Mann (1973).
Palavras-chave
Rios Urbanos; Riscos; Potencialidades
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