Lixo antártico: elementos para uma discussão
Resumo
O presente artigo tem por objetivo trazer à discussão um tema que
não é corrente dentro da dialética ambiental brasileira: o lixo
antártico. O lixo antártico assume maior importância a partir de 1991,
com a ratificação do Protocolo ao Tratado da Antártida sobre Proteção ao
Meio Ambiente, mais conhecido como Protocolo de Madri. A principal
orientação do Protocolo de Madri é a retirada da área do Tratado (ao sul
do paralelo 60º Sul) de todo o lixo produzido em função das atividades
científicas. Todo o lixo deve retornar ao território nacional dos
respectivos Estados signatários do Tratado Antártico.No caso específico
do Brasil, que instituiu o seu Programa Antártico (PROANTAR) em 1982, o
lixo antártico sempre teve livre acesso no território nacional. Em março
de 2000, entretanto, o lixo antártico ficou retido no Porto do Rio
Grande-RS pelos órgãos ambientais: sendo considerado lixo naval, deveria
ser incinerado ou esterilizado. Após a polêmica, o lixo foi liberado.
Esse incidente, trouxe inédita publicidade ao lixo antártico, que até
então nunca havia sido discutido na mídia ou na sociedade. A partir
desse incidente surgiu o interesse por tal objeto de estudo. Foi
imperativo buscar respostas para questões como: Por que o Brasil traz
esse lixo da Antártida? Qual é a natureza desse lixo? O quanto desse
lixo chega no território nacional? O que ocorre quando o manejo desse
lixo é confrontado com legislação ambiental brasileira? Esses
questionamentos culminaram em uma dissertação de mestrado, cujos
principais resultados são apresentados nesse artigo.
Palavras-chave
Tratado antártico; lixo antártico; Programa Antártico Brasileiro; conflito ambiental
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